Confira a programação completa do 3º ARCHcine no Rio de Janeiro

Está definida a seleção completa de filmes e as atividades paralelas do 3º ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura no Rio de Janeiro.

A curadoria do festival destacou obras dos mais variados gêneros cinematográficos e que trazem a arquitetura como eixo da linguagem audiovisual. Os filmes transitam essencialmente pelo contexto do tema “Habitar”, mote da 3ª edição do ARCHcine no Rio de Janeiro. A meta é lançar luz sobre assuntos relacionados às habitações, moradias, déficit habitacional, disputa por espaço, uso do espaço urbano para moradia, dentre outros.

Ao todo serão mais de 30 filmes, entre curtas e longas, espalhados por 11 sessões ao longo dos oito dias de festival. Além das projeções, incluindo uma sessão ao ar livre, também teremos três painéis de debate e duas homenagens.

A Casa de Estudos Urbanos vai receber nossos painéis de debate. Dia 23/11 (sexta) teremos a Mesa 1: Autogestão na Cidade Habitada, que vai pensar a partir da linguagem cinematográficas quais as possíveis continuidades desta luta pela garantia do direito à cidade, que tem por base fundamental a Função Social da Propriedade. Dia 24/11 (sábado) organizamos a Mesa 2: Patrimônio e Habitação – Intervir e Construir no Construído, que vai retratar a mistura de utopia e fracasso, de sonho e frustração, de construções e destruições. Por fim, dia 25/11 (domingo), teremos a Mesa 3: Gênero e Cidade, uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade, a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia.

As homenagens serão para duas mulheres fortes. Uma delas é para Elisete Napoleão integrante do MLMN (Movimento Nacional de Luta pela Moradia) no Rio de Janeiro e líder da ocupação Manoel Congo, a ocupação é um dos maiores exemplos de como um prédio público abandonado pode ser transformado em um local de habitação popular. A outra homenageada será Carmen Silva também do movimento MNLM, só que de São Paulo, uma figura que foi central no filme “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, que exibiremos na sessão de encerramento.

Com entrada franca, o 3º ARCHcine acontece no Rio de Janeiro de 22 a 28 de novembro. A reserva de ingressos está disponível para todas as sessões e atividades através do link abaixo:
>>> https://goo.gl/forms/4RMCtydws1Kih7ab2 <<<

Confira abaixo os filmes selecionados e a programação completa:

ABERTURA
Curta de produção coletiva na Residência Artística ARCHstories
Dispossession: A Grande Fraude da Habitação Social” (Dispossession: The Great Social Housing Swindle), de Paul Sng (UK, 2017, 82’)

ENCERRAMENTO
“Pedregulho (Episódio da série Habitação Social – Projetos de um Brasil)”, de André Manfrim (ES, 2018, 26’)
“Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé (SP, 2016, 90’)

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS:
“Chega de Fiu Fiu”, de Amanda Kamanchek, Fernanda Frazão (SP, 2018, 73`)
“O Desmonte do Monte”, de Sinai Sganzerla (RJ/SP, 2017, 85’)
“Favela Olímpica”, de Samuel Chalard (Suíça, 2017, 93`)
“Fazer Muito com Pouco” (Hacer Mucho Con Poco), de Katerina Kliwadenko, Mario Novas (Equador/Espanha, 2017, 84`)
“O Outro Rio” (L’autre rio), de Émilie B. Guérette (Canadá, 2017, 88’)

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS:
“5 Minutos Por Dia”, de Bob Yang, Frederico Evaristo (SP, 2018, 10`)
“Casca de Baobá”, de Mariana Luiza (RJ, 2017, 12`)
“Entremarés”, de Anna Andrade (PE, 2018, 20`)
“Flores”, de Vado Vergara (RS, 2017, 17`)
“Frequências”, de Adalberto Oliveira (PE, 2017, 19`)
“Memórias de um Rio Fabril”, de Thais Blank, Isabel Joffily, Paulo Fontes (RJ, 2017, 25`)
“Nanã”, de Rafael Amorim (PE, 2017, 25`)
“Noroeste”, de Lucas Gesser (DF, 2018, 14`)
“Palmira: A cidade inventada”, de Caue Nunes (SP, 2018, 10`)
“Tempos de Cão”, de Ronaldo Dimer e Victor Amaro  (SP, 2017, 24`)
“Vidas Cinzas”, de Leonardo Martinelli (RJ, 2017, 15`)

SESSÕES ESPECIAIS
“Abaixo ao Lixo Doméstico” (Down With Domestic Trash), de Soren Thilo Funder (Dinamarca, 2016, 8’)
“Antes que o Tempo me Esqueça”, de Leo Goodgod e Paulo Rodrigues (MG, Brasil, Ficção, 2018, 13′)
“A Arquitetura da Vila Zawodzie” (A Spa. Architecture of Zawodzie), de Ewa Trzcionka (Polônia, 2017, 32′)
“O Castelo”, de Alexandre Wahrhaftig, Guilherme Giufrida, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos (SP, Brasil, Doc, 2015, 9’)
“Cinema Grattacielo” (Cinema Grattacielo), de Marco Bertozzi (Itália, 2017, 97’)
“Entre-Espaço”, de Cristina Beskow (SP, 2016, 21`)
“Espólio da Cidade”, de André Turazzi e Paulo Murilo Fonseca (SP, 2017, 78’)
“Estamos Todos Aqui”, de Chico Santos e Rafael Mellim (SP, 2017, 20’)
“A Eterna Virgem” (The Eternal Virgin), de Jorge Suárez-Quiñones Rivas (Espanha, 2017, 16′)
“Forense” (Forensic), de Chris de Krijger (Holanda, 2018, 6′)
“Os Hinos de Muscovy” (The Hymns of Muscovy), de Dimitri Venkov (Rússia, 2018, 15′)
“Jaar, Lamento das Imagens” (Jaar Lament of the Images), de Paula Rodríguez Sickert (Chile, 2017, 60’)
“Na Bolha”, de Fabio Vanin, Olivia Casagrande, Marta de Marchi, Marta Finotello e Roberto Genna (Bélgica/Brasil/Itália, Doc, 2017, 48’)
“Sempre Verei Cores no Seu Cinza”, de Anabela Roque (RJ, Brasil, Doc, 2018, 18’)
“Shopping Chão: Garimpo Urbano e Resistência”, de Domitila Almenteiro e Pablo De Las Cuevas (RJ, 2018, 10’)
“O Teto Sobre Nós”, de Bruno Carboni (RS, 2015, 22’)

PAINEL DE DEBATES
Mesa 1: “Autogestão na Cidade Habitada”
Mesa 2: “Patrimônio e Habitação – Intervir e Construir no Construído”
Mesa 3: “Gênero e Cidade”

PROGRAMAÇÃO POR DIA
___________________
DIA 22/11 (Quinta-feira)

IAB-RJ – Instituto de Arquitetos do Brasil (Beco do Pinheiro, 10 – Flamengo)

Sessão de Abertura | 20h

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA ARCHSTORIES
Curta sobre o tema ‘Habitar’ produzido coletivamente na ocupação Manoel Congo durante a Residência Artística ARCHstories.

DISPOSSESSION: A GRANDE FRAUDE DA HABITAÇÃO SOCIAL (Dispossession: The Great Social Housing Swindle), de Paul Sng (UK, Doc, 2017, 82’)
Os últimos 30 anos das habitações sociais no Reino Unido. Em 2017 a habitação se tornou, pela primeira vez em muitos anos, um dos primeiro tópicos da agenda política britânica. Apesar das abordagens midiáticas, poucos examinaram as falhas catastróficas a longo prazo, que acabaram resultando em uma escassez crônica de moradia social no Reino Unido.

__________________

DIA 23/11 (Sexta-feira)

Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro/Cinelândia)

17h

FREQUÊNCIAS, de Adalberto Oliveira (PE, Brasil, Doc, 2017, 19`)
Na retina, raios luminosos que giram revelam um novo mundo.

FAZER MUITO COM POUCO (Hacer Mucho com Poco), de Katerina Kliwadenko, Mario Novas (Equador/Espanha, Doc, 2017, 84`)
‘Hacer mucho com poco’ mostra como jovens arquitetos estão fazendo acontecer uma mudança nos paradigmas, oferecendo um novo entendimento do modo como a profissão interage com a sociedade. A construção de projetos reais com estudantes permite a eles a transformação da academia, a fim de obter continuidade nos anos seguintes. Projetos diferentes explicados por usuários finais, estudantes e arquitetos, por meio de sua aproximação com a gerência e materiais locais, visando um modelo econômico alternativo.

19h

TEMPOS DE CÃO, de Ronaldo Dimer e Victor Amaro  (SP, Brasil, Fic, 2017, 24`)
Em uma São Paulo inabitada, personagens reais resistem à extinção iminente e à falta d’água.

FAVELA OLÍMPICA, de Samuel Chalard (Suíça, Doc, 2017, 93`)
As Olimpíadas se aproximam e o Rio de Janeiro prepara-se para receber a comunidade internacional. São construídas hospedagens de luxo, pavilhões esportivos, estádios de atletismo… É necessário que tudo esteja perfeito para brilhar diante das televisões do mundo inteiro. Se a construção avança a grandes passos, é a destruição que causa problemas. A apenas poucos metros das grades do Parque Olímpico reside uma área sensível, um espaço habitado que mancha o cartão postal brasileiro. Trata-se da Comunidade de Vila Autódromo.

 

Casa de Estudos Urbanos (R. da Glória, 18 – Glória)

Painel de Debates e Sessão Especial Painel Temático “Autogestão na Cidade Habitada”

15h

Exibição: “ENTRE-ESPAÇO”, de Cristina Beskow (SP, Brasil, 2016, 21`)
O filme Entre-Espaço, realizado para a Trienal de Arquitetura de Lisboa de 2016, aborda a produção da arquitetura a partir do canteiro de obras e da luta pelo direito à cidade, com base nos trabalhos de mutirão conduzidos pela assessoria técnica Usina desde os anos 1990.

Mesa 1: Autogestão na Cidade Habitada
A partir da linguagem cinematográfica, o debate será sobre em que medida a política nacional de habitação viabilizou a produção de habitações de interesse social e auto construídas nas capitais. A mesa convida à reflexão sobre quais as possíveis continuidades desta luta pela garantia do direito à cidade, que tem por base fundamental a Função Social da Propriedade, prevista no Estatuto da Cidade.

________________

DIA 24/11 (Sábado)

Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro/Cinelândia)

15h

FLORES, de Vado Vergara (RS, Brasil, Fic, 2017, 17`)
Em meio aos encontros e desencontros cotidianos, a construção de grandes empreendimentos imobiliários modifica a arquitetura da cidade. Enquanto isso, o tempo entalha suas marcas.

PALMIRA: A CIDADE INVENTADA, de Caue Nunes (SP, Brasil, Fic, 2018, 10`)
Falso documentário que conta a história de um sírio refugiado no Brasil. Ele é fundador de uma organização na cidade de Palmira, que milita pela paz, contra a invasão do Estado Islâmico, mas também contra o governo de Bashar al-Assad. Baseado em um relato real.

MEMÓRIAS DE UM RIO FABRIL, de Thais Blank, Isabel Joffily, Paulo Fontes (RJ, Brasil, Doc, 2017, 25`)
Três fábricas do Rio de Janeiro mostram a força do passado industrial e a sua importância para a memória social carioca. Cada uma delas teve um destino após o fechamento, mas todas são capazes de falar sobre a cidade na qual nasceram e morreram.

ESTAMOS TODOS AQUI, de Chico Santos e Rafael Mellim (SP, Brasil, Doc/Fic, 2017, 20’)
Rosa nunca foi Lucas. Expulsa de casa, ela precisa morar. Enquanto busca um lugar no mangue para construir seu barraco, o projeto de expansão da zona portuária avança em direção aos moradores da Favela da Prainha. “Estamos Todos Aqui” foi desenvolvido a partir de escrita colaborativa com moradoras da Favela da Prainha, às margens de gigantescas transações do Porto de Santos. Ficção e documentário se encontram em depoimentos e cenas interpretadas pelas próprias moradoras que, há duas décadas, estão sob iminência de despejo

O TETO SOBRE NÓS, de Bruno Carboni (RS, Brasil, Doc, 2015, 22’)
O filme mostra o drama dos moradores de um prédio que correm o risco de despejo. Enquanto Anna tenta lidar com a notícia, ela se depara com um misterioso homem deitado em sua cama

17h – Sessão MOVE CINE ARTE

ABAIXO AO LIXO DOMÉSTICO (Down With Domestic Trash), de Soren Thilo Funder (Dinamarca, Doc, 2016, 8’)
Uma fábrica de borracha conta a história da época em que foi quase erradicada por ordem de Stalin. Movendo-se através do modelo de uma construção de comunidade utópica inspirada pela arquitetura socialista do Grupo OSA, o espaço transita em uma paisagem de idéias utópicas conflitantes.

CINEMA GRATTACIELO (Cinema Grattacielo) , de Marco Bertozzi (Itália, 2017, Doc, 97’)
Interiores da arte pop, deriva psíquica e os mitos do turismo de massa vistos do arranha-céu de Rimini (Itália), um dos edifícios simbólicos da cidade. Com 100 metros de altura, inaugurado em 1959 como ícone de uma pequena cidade que estava sendo transformada em uma metrópole à beira-mar, o prédio, considerado por alguns um eco-monstro e por outros como um paraíso tecnológico, hoje é um bairro vertical, habitado por pessoas de cerca de 20 países diferentes.

19h

ENTREMARÉS, de Anna Andrade (PE, Brasil, Doc, 2018, 20`)
No chão de lama, mulheres compartilham seus vínculos e vivências com a maré, a pesca, e a Ilha de Deus, localizada no bairro de Imbiribeira, em Recife (PE).

5 MINUTOS POR DIA, de Bob Yang, Frederico Evaristo (SP, Brasil, Fic, 2018, 10`)
Jefferson e Jorge dividem agora o mesmo teto.

ESPÓLIO DA CIDADE, de André Turazzi e Paulo Murilo Fonseca (SP, Brasil, Doc, 2017, 78’)
O documentário “Espólio da Cidade” retrata a visão de 6 pessoas que têm suas vidas relacionadas aos edifícios tombados. Evidencia-se assim a tensão entre memória e desenvolvimento urbano em São Paulo e mostra que a preservação e a conservação dos patrimônios são questões complexas.

Casa de Estudos Urbanos (R. da Glória, 18 – Glória)

Painel de Debates e Sessão Especial Painel Temático “Patrimônio e Habitação – Intervir e Construir no Construído”

15h

Exibição: “VILA ITORORÓ CANTEIRO ABERTO”, de Estúdio Zut (Brasil, 2016, 28′)
A Vila Itororó é uma mistura de utopia e fracasso, de sonho e frustração, de construções e destruições. Ela é chave para entender melhor o passado de São Paulo mas também para pensar as transformações urbanas em curso. Este filme média-metragem conta um pouco sobre a história deste conjunto arquitetônico, as tensões sociais que o acompanham, e o atual debate público que acontece no canteiro de obras em torno do processo de restauração.

Mesa 2: Patrimônio e Habitação – Intervir e Construir no Construído
A mesa retrata a mistura de utopia e fracasso, de sonho e frustração, de construções e destruições. Ela é chave para entender melhor o passado mas também para pensar as transformações urbanas em curso e o atual debate público que acontece no canteiro de obras em torno dos processos de restauração. O processo de degradação das áreas urbanas centrais permanece como um problema comum, compartilhado pela maioria das cidades históricas brasileiras.

_________________

DIA 25/11 (Domingo)

Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro/Cinelândia)

15h

O CASTELO, de Alexandre Wahrhaftig, Guilherme Giufrida, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos (SP, Brasil, Doc, 2015, 9’)
Devidamente fortificado, um castelo de luxo à beira do rio Pinheiros.

SEMPRE VEREI CORES NO SEU CINZA, de Anabela Roque (RJ, Brasil, Doc, 2018, 18’)
Desde 2015, a UERJ vive uma situação de degradação crescente. A comunidade acadêmica resiste. Entre os protagonistas desta luta está a estudante de arte Matheusa Passareli, ativista LGBTQ, desaparecida em abril de 2018.​

ANTES QUE O TEMPO ME ESQUEÇA, de Leo Goodgod e Paulo Rodrigues (MG, Brasil, Ficção, 2018, 13′)
Uma jovem indígena vive os conflitos de uma cidade grande. A saudade do tempo vivido na aldeia torna sua vida insustentável.

NA BOLHA, de Fabio Vanin, Olivia Casagrande, Marta de Marchi, Marta Finotello e Roberto Genna (Bélgica/Brasil/Itália, Doc, 2017, 48’)
Realizado com equipamento low-fi, não profissional, o filma toma Porto Alegre (RS) como estudo de caso. Através de uma série de entrevistas e acompanhando o cotidiano de residentes em condomínios fechados, ou edifícios e casas sob alta vigilância, o filme mostra as contradições e ambiguidades de viver por atrás de portões fechados. O que nos faz sentir seguros?

17h

CASCA DE BAOBÁ, de Mariana Luiza (RJ, Brasil, Fic, 2017, 12`)
Maria, uma jovem quilombola, é cotista na UFRJ. Sua mãe, Francisca, leva a vida cortando cana-de-açúcar. As duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econômico-social.

O DESMONTE DO MONTE, de Sinai Sganzerla (RJ/SP, Brasil, 2017, Doc, 85’)
O documentário O Desmonte do Monte aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O Morro do Castelo a “Colina Sagrada” foi o local da fundação da Cidade do Rio de Janeiro e apesar de sua importância histórica, foi destruído em reformas urbanísticas com o intuito de “higienizar” a cidade.

19h

NANÃ, de Rafael Amorim (PE, Brasil, Fic, 2017, 25`)
Em um complexo portuário industrial, a população enfrenta o processo de gentrificação do território. A resistência é a terra.

O OUTRO RIO (L’autre rio), de Émilie B. Guérette (Canadá, Doc, 2017, 88’)
Rio de Janeiro, agosto de 2016. As Olimpíadas estão a pleno vapor. A poucos passos do Estádio do Maracanã, mas longe dos holofotes, cem famílias sem teto vivem em um prédio abandonado. Apesar da miséria, da violência do tráfico e da repressão policial, os moradores sobrevivem com engenhosidade e resiliência. Ignoradas pelas reportagens sensacionalistas, as palavras dignas e generosas dos protagonistas revelam um universo de concreto e de luz, onde a realidade de hoje desvanece atrás das aspirações para o amanhã.

 

Casa de Estudos Urbanos (R. da Glória, 18 – Glória)

Painel de Debates e Sessão Especial Painel Temático “Gênero, Feminismo e Cidade”

15h

Exibição: “NO DEVAGAR DEPRESSA DOS TEMPOS”, de Eliza Capai (SP, Brasil, 2015, 25`)
Guaribas, ali bem do lado da Serra das Confusões, sertão do Piauí: onde o tempo da escravidão ainda é frase no presente, algo começa a mudar. Conversando com mulheres de duas gerações, escutamos como era, como é e como pode ser a vida de quem acaba de cruzar a linha da miséria. De um lado seca, alcolismo, violência familiar e fome. Chegada do Estado, renda, educação e auto-estima do outro. No embate do que era e do que começa a ser, vislumbramos um tempo de rápidas mudanças no devagar daqueles tempos.

Mesa 3: Gênero, Feminismo e Cidade
A mesa fará uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade, a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia.

_____________________

DIA 26/11 (Segunda-feira)

Mureta da Glória, S/N (Em frente à Casa de Estudos Urbanos – R. da Glória, 18 – Glória)

Sessão ao Ar Livre

20h30

SHOPPING CHÃO: GARIMPO URBANO E RESISTÊNCIA, de Domitila Almenteiro e Pablo De Las Cuevas (RJ, Brasil, Doc, 2018, 10’)
Documentário sobre os trabalhadores urbanos que vendem produtos usados, ressignificando e dando sobrevida os objetos, e ocupando as calçadas da Rua da Glória.

CHEGA DE FIUFIU, de Amanda Kamanchek, Fernanda Frazão (SP, Brasil, Doc, 2018, 73`)
As cidades foram feitas para as mulheres? O filme ‘Chega de Fiu Fiu’ narra a história de Raquel, Rosa e Teresa, moradoras de três cidades brasileiras que, por meio de ativismo, arte e poesia resistem e propõem novas formas de (con)viver no espaço público.

__________________

DIA 27/11 (Terça-feira)

Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro/Cinelândia)

17h Sessão FESTIVAL ARQUITECTURAS LISBOA

A ETERNA VIRGEM (The Eternal Virgin), de Jorge Suárez-Quiñones Rivas (Espanha, Doc, 2017, 16′)
O entendimento do tempo-espaço doméstico, cíclico, no cinema de Ozu Yasjirō, toma forma em Hara Setsuko, “A Eterna Virgem”, mulher-atriz-personagem-mito sempre enquadrada sozinha, cúmplice de um ataque contra a compreensão clássica da técnica cinematográfica raccord.

FORENSE (Forensic), de Chris de Krijger (Holanda, Doc, 2018, 6′)
Forense revela tanto a arquitetura impressionante quanto as atividades diárias do Instituto Forense da Holanda, em Ypenburg.

OS HINOS DE MUSCOVY (The Hymns of Muscovy), de Dimitri Venkov (Rússia, Doc, 2018, 15′)
O filme é uma viagem ao planeta Muscovy, que é um espaço virado ao contrário da cidade de Moscovo, acompanhado das variações do hino soviético, criado pelo compositor Alexander Manotskov e escrito originalmente em 1943. Manotskov usou uma das primeiras gravações como fonte para criar três variações eletrônicas, cada uma correspondendo a um estilo arquitetônico.

A ARQUITETURA DA VILA ZAWODZIE (A Spa. Architecture of Zawodzie), de Ewa Trzcionka (Polônia, Doc, 2017, 32′)
O distrito Spa de Zawodzie (Ustroń, Polônia), de meados do século (1959-1970), foi concebido pela aclamada dupla de arquitetos Henryk Buszko e Aleksander Franta. O filme discute quem deve ter poder sobre a paisagem e como ser responsável pela herança cultural, tomando-a como um bem comum.

19h

NOROESTE, de Lucas Gesser (DF, Brasil, Doc, 2018, 14`)
Em 2011 iniciou-se a construção do Setor Noroeste, último setor habitacional a ser construído no Plano Piloto. Nos terrenos de sua construção, porém, habitam diversos povos indígenas, que nos últimos sete anos viram seu território sagrado ser cercado por prédios de luxo.

VIDAS CINZAS, de Leonardo Martinelli (RJ, Brasil, Doc/Fic, 2017, 15`)
Um falso documentário sobre a atual crise social, política e econômica no Brasil, onde o governo corta as cores do Rio de Janeiro, deixando a cidade em preto e branco.

JAAR, LAMENTO DAS IMAGENS (Jaar Lament of the Images), de Paula Rodríguez Sickert  (Chile, Doc, 2017, 60’)
O filme observa o processo criativo e pessoal de Alfredo Jaar, artista chileno contemporâneo de maior renome internacional. Para Jaar, a arte é o último espaço que resta na sociedade a partir do qual é possível falar de maneira honesta e profunda sobre os conflitos sociais num mundo dominado pelo consumo e pelo espetáculo. O filme recorre à sua obra exposta em diversos países, como Finlândia, Itália, Argentina, Chile e Estados Unidos.

___________________

DIA 28/11 (Quarta-feira)

Oi Futuro Flamengo (R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Sessão de Encerramento e Premiação

20h

PEDREGULHO (Episódio da série Habitação Social – Projetos de um Brasil), de André Manfrim (ES, Brasil, Doc, 2018, 26’)
A partir de 1930, a arquitetura moderna é incorporada por uma geração de jovens arquitetos. O Conjunto Pedregulho, sinuoso prédio curvo sobre pilotis, representa então o ideal de solução de moradia popular para um Rio de Janeiro onde favelas começam a surgir. O projeto dos arquitetos Affonso Eduardo Reidy e Carmen Portinho é oferecer, além da moradia, serviços essenciais para o um novo modo de vida moderno.

ERA O HOTEL CAMBRIDGE, de Eliane Caffé (SP, Brasil, Doc/Fic, 2016, 90’)
O longa narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que, juntos com trabalhadores sem-teto, ocupam um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Em meio à tensão diária da ameaça do despejo, revelam-se dramas, situações cômicas e diferentes visões de mundo.

_____________________________________________________________________________

O 3º ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura é uma realização do IBEFEST – Instituto Brasileiro de Estudos de Festivais Audiovisuais e da Casa Coisa Design, com direção e curadoria de Aline Pereira e Diogo Leal.

O ARCHcine conta com Patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ); Parceria Nacional do Festival MoveCineArte; Parceria Internacional do Arquiteturas Film Festival Lisboa e do movimento FilmEssay (Itália); Apoio Institucional do Centro Cultural Justiça Federal – CCJF; Apoio do Britsh Council e Oi; e Parceria Cultural de: Instituto de Arquitetos do Brasil, Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos – Rio 2020 (UIA), Ernani Freire Arquitetos Associados,  Grupo de Educação Multimídia – GEM/UFRJ, Escritório MUTA, Casa de Estudos Urbanos, Anarca Filmes e Ocupação Manuel Congo/MNLM.

A Residência Artística ARCHstories é uma realização do Britsh Council, Oi e IBEFEST, através do Programa Pontes.